Quiosque

Este novo robô da IBM é capaz de participar num debate

Chama-se Project Debater, é uma ferramenta alimentada por inteligência artificial e serve para ajudar a criar uma boa argumentação ou a tomar decisões. A tentativa de criar um robô com capacidade argumentativa foi materializada num evento que colocou frente a frente Harish Natarajan e a IA da IBM para testar a ideia. Em cima da mesa estava o tema da subsidiação do ensino pré-escolar nos EUA, tendo Natarajan defendido o “não” e o robô o oposto.
Durante a confrontação de ideias e posições, o Project Debater mostrou-se capaz de simular o processo de raciocínio necessário para contrariar os argumentos do seu oponente humano, assim como usar o humor dirigido à assistência. Os impulsionadores do projeto tornaram-no capaz de formular mais de 10 mil milhões de frases, assim como citar organizações e altos responsáveis mundiais para suportar os argumentos que defende.
Apesar da vitória no evento ter sido atribuída ao lado humano do debate, a IBM mostrou-se satisfeita com os resultados obtidos. Dario Gil, o diretor da IBM Research, citado pela Wired, confessou que “um dos problemas com os quais nos deparámos foi garantir a polaridade certa”, ou seja, fazer com que os argumentos e factos utilizados pelo robô durante o debate suportassem o seu ponto de vista, e não o do oponente. A missão, essa, foi concluída com sucesso. Mas qual é, afinal, o objetivo desta ferramenta? A ideia não é criar uma máquina para argumentar com os humanos, até porque ela não seria capaz de sentir ou pensar, apenas simular processos típicos do comportamento humano; o objetivo é antes criar uma forma de ajudar os humanos a tomarem boas decisões, analisando factos e argumentos, assim como ajudá-los a preparar e a fortalecer as suas posições ideológicas.


Três das maiores apps sociais irão poder comunicar entre si

Entre o final deste ano e o início do próximo, a empresa de Mark Zuckenberg irá mudar a forma como mais de 2,6 mil milhões de pessoas utilizam as três principais aplicações de comunicação – Facebook, Instagram e WhatsApp. A ideia, avança o The New York Times, é criar um elo de ligação entre as plataformas e permitir que os utilizadores comuniquem livremente, independentemente da aplicação que estiverem a usar.
Citando colaboradores da gigante tecnológica envolvidos neste processo de adaptação, o jornal norte-americano explica que será necessário reescrever parte do código base das plataformas, de forma a que seja possível harmonizá-las. Por ser uma tarefa difícil, o Facebook aponta o início do serviço para o final de 2019 ou início de 2020.
“Estamos a trabalhar para incrementar os nossos serviços de messaging”, explica a empresa, que acrescenta que “as pessoas querem que as mensagens sejam rápidas, simples e confiáveis”. Recorde-se que o último ano foi particularmente duro para a rede social, pela vaga de polémicas sobre a segurança e privacidade dos dados dos utilizadores, levando o Facebook a responder com novas medidas de controlo e promessas de maior cuidado na forma como gere a informação que recolhe e armazena.


Reutiliza passwords? Não deverá fazê-lo

Para assinalar o Dia de Mudar a Sua Password, os especialistas em segurança do Kaspersky Lab revelam as principais fragilidades de muitos cibernautas e deixam algumas sugestões de como evitar ataques. A principal falha dos utilizadores, defendem, é a reutilização de palavras-passe. Com o crescente número de serviços online e a necessidade de ter várias contas, as pessoas têm maior tendência em usar as mesmas credenciais para evitar esquecimentos.
David Jacoby, investigador de segurança da empresa, explica que existe alguma “confusão” sobre o que significa, realmente, ter uma password segura. “Muitos sites exigem passwords complexas, de, pelo menos, oito carateres, mais maiúsculas e minúsculas, números e carateres especiais”, o que pode ser “assustador”. Para facilitar a tarefa, a Kaspersky deixa algumas dicas de como manter as suas contas seguras.
O primeiro passo é criar uma combinação estática, ou seja, uma parte da palavra-passe que nunca muda – os especialistas recomendam que pense numa música, livro ou filme favorito, escolha a primeira letra das primeiras três ou cinco palavras e acrescente, entre cada uma, símbolos (i. e.: @, & ou %). Com esta base criada, a sugestão é que para cada serviço ou plataforma que use pense numa palavra que associe imediatamente ao site e a acrescente à combinação estática – azul para o Facebook, verde para o WhatsApp, e por aí fora. Por exemplo, M@P$R%azul (primeiras letras de “Menino do Pijama às Riscas”, intercaladas com símbolos, seguidas de uma palavra que associe à plataforma) seria uma palavra-passe considerada segura e complexa, mas também fácil de memorizar.


Previsões sobre cibersegurança para este ano

Num mundo cada vez mais conectado, as ameaças à segurança dos dispositivos também têm vindo a crescer. A conclusão é da S21sec, especialista em cibersegurança, que publicou o seu relatório anual Cyber Predictions, um conjunto de antecipações do que poderá vir a acontecer no mercado durante 2019 com base na análise do último ano. Entre os destaques, assinala o valor gerado por ataques informáticos em 2018, que foi superior a 1,5 mil milhões de dólares.
A ajudar a engordar os números esteve uma série de falhas de segurança, exemplificadas com o roubo de propriedade intelectual de 300 universidades ou o acesso indevido às contas de 150 milhões de utilizadores da MyFitnessPal – tudo apenas no primeiro semestre de 2018.
Por outro lado, a S21sec destaca ainda que existem cada vez mais empresas e investigadores a trabalhar no desenvolvimento de ferramentas e serviços de cibersegurança, o que mostra uma progressiva sensibilização das empresas para esta área. Entre as tendências, os especialistas referem que os hackers mostram preferência por processos de crytomining, em vez de ransomware, por ser mais lucrativo. O relatório indica ainda que, como seria de esperar, os dispositivos móveis serão um alvo cada vez mais apetecível, principalmente tendo em conta o seu constante e rápido crescimento em todo o mundo.

Samsung reforça aposta na fotografia

A marca sul-coreana, que acaba de lançar a nova versão do seu smartphone topo de gama, o S10, anunciou a finalização do negócio de aquisição da Corephotonics, por 155 milhões de dólares. A empresa israelita ficou conhecida pelo trabalho desenvolvido nos sistemas de dual cam (câmara dupla), que permitiu implementar a capacidade e a qualidade das câmaras fotográficas dos smartphones.
Esta compra tem como objetivo reforçar a aposta da Samsung na capacidade fotográfica dos seus dispositivos móveis, procurando fazer concorrência a outros gigantes que se mantêm no topo das preferências do mercado – Apple, Google e Huawei. Recentemente, a Corephotonics estava a colaborar com a Oppo – que, tal como a Samsung e a Huawei, já apresentou o seu primeiro smartphone dobrável –, mas essa colaboração deverá acabar, para não beneficiar a concorrência.


Ténis do “Regresso ao Futuro 2” vão tornar-se reais

É uma boa notícia para os fãs de desporto, mas também para os apreciadores de sci-fi: a Nike já confirmou que os primeiros ténis que se atam sozinhos irão chegar ao mercado ainda este ano. As primeiras imagens já circulam na Internet e mostram o protótipo da marca, que se inspirou nas sapatilhas usadas por Marty McFly no icónico filme de final dos anos 80. Nessa altura, a personagem, interpretada por Michael J. Fox, viajava até ao ano de 2015, época em que já existiriam ténis como estes e outros artigos futuristas.
A informação foi avançada pela Engadget, que confirma que as novas sapatilhas da Nike irão chamar-se Mags e foram pensadas como ténis de basquetebol, cujo preço de venda deverá rondar os 300 euros.


Facebook à reconquista dos adolescentes

Com a chegada dos pais e avós à maior rede social do mundo, os mais jovens começaram a dispersar-se para outras plataformas, como o Instagram, algo que Mark Zuckenberg quer alterar. Para isso, a gigante azul está a preparar um novo serviço, chamado Facebook LOL, que deverá ser alimentado à base de memes, vídeos e GIF, avançou o site de tecnologia TechCrunch.
A nova plataforma está já a ser testada por um grupo restrito de uma centena de estudantes do secundário nos Estados Unidos, que participam em grupos de discussão e testes individuais supervisionados pela equipa da rede social. O grande objetivo é voltar a atrair os mais novos para o Facebook, que já tem vindo a implementar ferramentas como o Stories do Instagram com esse propósito.


McLaren prevê o futuro das corridas automóveis

Através de um vídeo publicado na sua conta do YouTube, a marca automóvel apresenta a sua versão de como serão, daqui a alguns anos, as corridas de F1 num cenário composto por carros elétricos, pistas inspiradas nas da HotWheels e um copiloto que funciona à base de inteligência artificial (IA). Estas previsões fazem parte do projeto de investigação MCLExtreme, cujas conclusões podem surpreender os fãs da velocidade e da tecnologia.
Os investigadores defendem que os futuros condutores serão equipados como um piloto de caças, para fazerem frente às forças G, além de poderem atingir velocidades de 500 km/hora em veículos elétricos. Estes automóveis seriam construídos com baterias que poderiam ser carregadas – entre 10% a 50% de autonomia – em dez segundos, por indução da pista, à semelhança do que acontece já com alguns smartphones. Por fim, a marca acredita que estes pilotos de F1 serão assistidos por um copiloto de IA, que desempenhará as tarefas mais complexas a bordo.