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Inteligência e destruição criativa

O tema principal deste segundo número da revista shift é a inteligência artificial. Quase sem darmos conta, a tecnologia está a evoluir rapidamente, de tal forma que muitas das tarefas que hoje são executadas por pessoas poderão, a breve prazo, ser realizadas por máquinas, baseadas em algoritmos, métodos de previsão e/ou reconhecimento ou qualquer outra tecnologia emergente.

Será esta evolução uma ameaça? Acredito que não, e que será mais uma oportunidade de demonstrar o quanto a inteligência humana é mais importante do que qualquer inteligência artificial. Hoje, mais do que nunca, as pessoas são fundamentais para conseguirem dar o melhor uso a essa explosão de novas tecnologias. Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, foi dos primeiros a abordar o tema da destruição criativa, descrevendo com mestria o processo onde as inovações mais recentes substituem as inovações mais antigas. Esta “destruição” foi, e continuará a ser, o grande indutor do crescimento económico.

Assim, cabe-nos a nós interpretar este ciclo e conseguir adotar as inovações em atividades que nos permitam continuar a utilizar o nosso processador (vulgarmente chamado cérebro) no desenvolvimento de novas formas de criar valor.

Com esta edição, mais do que dar grandes visões estratégicas sobre o tema da inteligência artificial, pretendemos tão-somente despertar o interesse pela temática e desafiar o pensamento para esta nova forma de abordar o mundo, à qual não podemos fugir.

Nós, jp.di, continuaremos na prossecução da nossa missão de aproximar as pessoas da tecnologia e de continuamente disponibilizar aos nossos clientes as mais recentes tecnologias, que lhes permitam evitar o fosso que poderão criar ao não acompanhar a velocidade da evolução atual.

Seguindo o mote do jp.di summit deste ano: please MIND THE GAP!

Ricardo Ferreira
Diretor-geral da jp.di